Valo Velho – O Verdadeiro Delinquente

“Acho que a referência das fotos dele e do Cólera no meu livro são mais um lance de respeito pelo que o Redson fez pela música em si. Nunca o consideramos punk e menos ainda Hardcore. Hoje um monte de menininhos fofinhos anda desfilando com patches do Cólera, inclusive skinheads, e isso explica um pouco nossa revolta com relação aquela cena punkrockeira que a gente refutava; das outras bandas a gente nem se importava em falar, era assunto pra FM.
–– Como assim!!! Você está criticando o Cólera?
–– Assim mesmo!!! Eu critico a polícia, critico o estado, critico Deus e os políticos, os profetas e o diabo… Por que infernos eu não criticaria a Cólera?
–– Punk não foi feito pra seguir bandas caralho!!!
Aí eu pego uma guitarra, toco uma música com uns quatro acordes e invento uma letra contra o sistema na hora, e pergunto pro fanzoca retardado:
–– É esse seu deus? Uma banda que faz um som que qualquer
um pode inventar na hora? Ramones, Sex Pistols, Clash, Stranglers, Exploited, Vibrators???
–– Desculpa mano… isso te coloca no hall dos energúmenos que nunca pisarão um dedo sequer em Valhalla!!! Pra nós, punk estava além disso tudo. A inteligência era pra todos, e tocar três ou quatro acordes era algo natural dentro da cena. “Foda-se se você quer ser popstar!!!”

Entre as bandas Punks era outra conversa. As bandas eram amigas, sempre estavam nos roles quando a gente apanhava da polícia ou quebrava o pau com os skinheads nos encontros de turmas do subúrbio ou do centro.
As bandas anarquistas eram muito mais impetuosas com relação ao aparecimento de nazis nos shows: Subversivos, TNV, Refugo, Reator, Discarga Violenta, Anarco Libertário, Anti-Timpanos, Extrema Agonia, Insurreição, BHI, Extremamente Irritante (enquanto eram do MAP).
Essa gente sim estava nas organizações mais adentro do movimento libertário. Sem mais.
Muitas outras bandas apareceram na cena, cedo viraram memória e depois recordações, eu fiquei na margem da cena todo esse tempo, felizmente estou ainda vivo do mesmo modo que antes, pedindo instrumentos emprestados para tocar, roubando membros de outras bandas com o intuito de levar um som e trazendo uma vibração mais dispersa, onde a música é outra coisa que o centro das atenções, com todo o respeito aos músicos, mas esse lance de banda e fã não pega bem pra punk e Anarchopunk.”

“Assim que a cena punk surgiu pelo mundo, alguns tipos padrões foram imediatamente escolhidos para representar a nova onda, e como os músicos representavam uma classe mais organizada dentro desta cultura que se popularizava, conveio aos exploradores de mercados culturais que o modelito de jaqueta de couro, roupas pretas e correntes na cintura e com alguns alfinetes espalhados pelas roupas fosse o molde perfeito para os revoltados da época.”

“Alguns Anarchopunk ainda perdem o tempo com essas bandas e investidores capitalistas que ficam a explorar a produção alternativa. Essa galera precisa aprender que ela não ganha nada com isso, que deviam de verdade apoiar as produtoras revolucionárias e não as independentes. Foda-se a independência, pois ela só cria um mercado
alternativo, como o nome já diz é uma alternativa ao mercado convencional, mas ainda são os mesmos investidores capitalistas do passado. As gravadoras alternativas são tentáculos da mesma indústria, são empresas do mesmo perfil que as de maior porte, são apenas diferentes na maneira de omitir sua verdadeira identidade e seus inescrupulosos meios de manipular a cultura do underground e tirar das nossas mãos o que é nosso. O Punk é uma cultura de protesto revolucionaria, a alternatividade é uma forma de exercer uma apropriação cultural. Como se precisássemos de interceptadores pra produzir e vender o que nos pertence.”

“Primeiro elas são como nós, depois se edificam sobre nossa cultura e nossos esforços, depois somos minorias indefesas pois criamos e sustentamos um monstro que nos impede de questionar suas atitudes fascistas, sua ganância por um dinheiro que poderia ser dos coletivos, das causas sociais e da militância “alternativa”. Muita gente já ganhou dinheiro falando da miséria do povo, assim como os políticos que prometem mudar as vidas das pessoas, algumas bandas levam o som com letras de protestos para ganhar a simpatia da juventude, mas no fundo só se promovem em cima de causas populares, e ai não precisa muito tato e senso de depuração pra entender qual será a próxima banda que vai posar pra fotos do caminhão dos palanques eleitorais sem levar um questionamento sério a isso tudo. Não nos compete ditar o comportamento musical e social das pessoas, mas saiba que temos uma identidade sociopolítica e temos o direito de defende-la destas manipulações partidárias.”

“Tipo bandas que já citei aqui, falam sobre guerra, porem nunca colocam sequer alguma moeda num cofre de coleta para ajudar refugiados, nunca planta uma árvore na cidade, jamais na vida ajudou coletivo de ação na favela e nem se preocupou em buscar justiça para pessoas que sofrem perseguição xenofóbica, racial, sexista e de classe social dentro da própria cena.
Estes rebeldes anônimos de carteirinha vermelha já estão registrados, depurados e estão formalmente reconhecidos!
Não falo aqui de algum levante de bandas que foi feito na cena HC alguns anos atrás, onde a ideia de purificar a cena e expurgar falsas bandas acabou estimulando o tipo de Punk que corresponde a uma cena racista e americanizada/eurocêntrica. Pra esses punkinhos que ainda dizem que a DISMODINHA é punk original, saibam de uma coisa e reflitam sobre suas ações e conceitos, pois na maioria das vocês estão só atendendo a este tipo racista de uma classe média americana ou euro que se fecha no núcleo de suas comunidades brancas, e que ainda, por ironia de coincidências arbitrarias só acaba sendo que as bandas reais e verdadeiras são sempre as que compactuam com este preceito de banda punk branca.”

“As pessoas não assumem as posturas condizentes com a nossa cultura, pois julgam que não valha a pena se expor e defender uma ideia que envolve um risco de confronto de ideais e de ações.
Saibam que estes confrontos moldaram nossa cultura, nosso caráter e nossa forma de enxergar e praticar a cultura Punk.”

“Ao mesmo tempo em que o Hardcore criava raízes profundas na cultura do punk, as tendências mais conservadoras da juventude se levantavam, como Mods, Teddy Boys e skinheads e rockers tinham essa sequência de idolatria a Elvis, aos roqueiros brancos que se apropriaram da cultura negra e a transformaram em um instrumento de diversão.”

“A música não vai conduzir à revolução como vai a administração das empresas que a gerenciam, se esta segunda for auto gestionária, aí sim a música é revolucionaria. Se não, é apenas mais uma arma – nossa cultura – apontada contra nós mesmos.”

“A coisa é bem simples, aliás, acho que é o que separa os punks dos pseudo punks. Os pseudo punks se aliam com skinheads, quer de direita ou de esquerda, e procuram numa linguagem comum exercer o poder de massas sobre a verdadeira filosofia do punk, que é muito mais, na individualidade, desprendida do sistema do que de movimento de massas. Os punks negam a ideia de construção de fenômeno de massas e opõem certo conceito de expressão individual – criar seu visual, fazer seu som próprio, colar nas bancas pra ser reconhecido e irmanado, combater através da arte, da ação direta ou da propaganda pela ação as correntes culturais autoritárias (Nazistas contra culturais no metal, skinheads, rockeiros pop fascistoides, imprensa de massas etc.).”

“Como um elemento alternativo ao punk, os Anarchopunks fazem todas as partes essenciais do punk uma bandeira, e acima de tudo isso, colocam as táticas de combate anarquistas sobre a defesa de seus ideais, a liberdade organizacional (alguns punks escolhem a liberdade pra não se organizarem de forma alguma) e a liberdade de expressão dentro e fora do movimento, a ligação do punk com outros segmentos culturais que representam lutas libertarias ou libertadoras.”

“Tudo respira certo ódio e há grande sarcasmo nas entrelinhas e por isso a gente não vibra tanto nas FMs ou na televisão no horário nobre. Somos inapropriados para menores, para mocinhas e velhinhos e para cidadãos de bem que passam suas vidas extorquindo suas esposas no convívio doméstico, espancando os filhos ou abusando das adolescentes dentro de seus domínios patriarcais. Foda-se esta porra toda!!!”

“A gang não é mencionada por que não há motivos de citar uma fração de pouca significância em uma dada circunstância, antes de tudo, é uma gang e nós Anarchopunks somos conhecidos por não atuarmos com as gangs, pois são regionalistas, violentas, alienadas e desprovidas de propósitos mais significativos na sua luta, embora sua música e sua aparência possam parecer punks pra população, pranós há um istmo nesta aparência e nesta música, que se faz presentena atitude e nas complexidades necessárias ás ações que determinam o caráter do grupo.”

PDF 237 paginas

Valo Velho O verdadeiro delinquente ……………………………………………….. 12
A história vivida e as memórias ………………………………………………………… 20
As mudanças e as evoluções ……………………………………………………………. 32
De Sinatra a Elvis, de Sid a Valo Velho……………………………………………….. 46
A pessoa diluída na cena dos subúrbios. ……………………………………………. 74
A luta de classes no Movimento ……………………………………………………….. 84
O Sujeito Valo velho ……………………………………………………………………….. 94
O processo até a editora………………………………………………………………… 106
A minha música desde os primórdios………………………………………………. 116
As cooperativas e o movimento ……………………………………………………… 136
ENCONTRO PUNK AMAZÔNIA EM KAOS ………………………………………….. 142
As distros e o apoio ao Encontro Punk nacional…………………. 148
Cooperativa Insumisión ………………………………………………………….. 149
Do Morro produções ……………………………………………………………… 153
Banda Revolta Popular. ………………………………………………………….. 154
No evento de Belém do Para: ………………………………………….. 156
A agenda do evento ……………………………………………………….. 160
Alojamento …………………………………………………………………………… 161
A questão identitária do Punk …………………………………………………. 162
Desapropriando o Currículo ……………………………………………………. 167
My Way ………………………………………………………………………………… 172
Oficina de estilismo e zine ………………………………………………………. 176
Oficina de Pirogravura ……………………………………………………………. 178
Cabanagem …………………………………………………………………… 180Pág. 1 anotações ……………………………………………………………………. 183
Pág. 1 anotações ……………………………………………………………………. 184
Pagina 2 anotações ………………………………………………………………… 187
Pág. 3 anotações ……………………………………………………………………. 188
Pagina 4 anotações. ……………………………………………………………….. 191
Punk, Anarquismo e Feminismo ………………………………………. 194
Os Anos do NHC …………………………………………………………….. 201
MOB …………………………………………………………………………….. 207
Som ……………………………………………………………………………… 209
BillyWolfGangz………………………………………………………………………. 210
DOR ……………………………………………………………………………………… 210
Domingo 22…………………………………………………………………… 212
Johnny HC. ……………………………………………………………………………. 214
Marcelinho (DOR) ………………………………………………………………….. 216
Despedida …………………………………………………………………….. 219
Agradecimentos. ……………………………………………………………. 220
Relato de Cena Curitiba 2019 …………………………………………………………. 223
Sumario figuras/fotos ……………………………………………………………………. 232
Finish ………………………………………………………………………………………..234

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ZINE, ARTE, RESISTÊNCIA E AÇÕES PEDAGóGICAS – Diego El Khouri Sousa

Diego El Khouri Sousa artista atuante na cidade de Goiânia e um dos criadores da Editora Merda na Mão

O fanzine é uma mídia livre das “amarras do mercado” e é essa premissa que dá origem a seu poder de autonomia. Nessa direção, este trabalho teve como objetivo principal analisar a potencialidade didática do zine em processos educativos, especialmente para os ambientes educacionais de sujeitos que estão em instituições prisionais ou jovens infratores que se encontram internados em unidades socioeducativas.

Como já foi mencionado, o zine é um exercício de autonomia e criação, “desde a concepção da ideia até a coleta de informações, diagramação, composição, ilustração, montagem, paginação, divulgação e distribuição” (MAGALHÃES, 1993, p. 10). O fanzine/zine tem essa tradição histórica da liberdade técnica, de estética independente e de acesso fácil aos materiais.
Essas características tornam este material um recurso pedagógico interessante e, nessa direção, me interessa buscar respostas para a pergunta: de que forma o zine pode contribuir para a construção do pensamento crítico e para a ampliação do conhecimento nos processos de ensino e de aprendizagem, por meio de atividades para serem desenvolvidas em espaços não-formais de educação?

Jô Feitosa, por exemplo, mencionou a dificuldade que teve de executar um projeto em parceria com o DEPEN (Departamento Penitenciário, localizado em Brasília, que promovia cursos para agentes prisionais com palestras sobre homofobia, direitos da população LGBTQIA+), cuja proposta gerou um abaixo-assinado para retirá-la da CPPL III (Casa de Privação Provisória de Liberdade). O manifesto foi impetrado pelas mulheres dos internos heterossexuais, alegando que ela incentivava o relacionamento dos seus maridos com as mulheres trans e que Jô Feitosa estava destruindo famílias, recebendo ameaças de internos e de seus familiares. Nesta ocasião, a agente social e fanzineira relatou que explodiu uma rebelião e a prisão inteira se revoltou contra a ala dos crimes sexuais, dos crentes ou irmãos evangélicos. Duas pessoas da ala foram mortas. Muitas ficaram encurraladas entre o fogo e as paredes e agentes penitenciários derrubaram as paredes para salvá-las.
A autora declara que o resultado final deste processo foi que as mulheres trans conquistaram um espaço exclusivo para elas. Deste episódio foi produzido um fanzine que conta a história da rebelião e serviu para fundamentar a necessidade de um espaço digno. Hoje, na unidade Penitenciário Irmã Imelda Lima Pontes, estão abrigados idosos,
LGBT+, cadeirantes, deficientes…

*Pdf, 50 paginas com Introdução e textos/escritos sobre: Bases estruturantes do fanzine, Uma caneta na mão e uma ideia na cabeça, Autores e autoras que embasam a pesquisa, Fanzineiros(as) que fazem a diferença: o uso do zine em processos educacionais, Thina Curtis, Henrique Magalhães, Fabio da Silva Barbosa, Márcio Sno, Jô Feitosa, Renato Donisete Pinto, O zine como instrumento pedagógico,Experiências com os zines em espaços educacionais, Pequeno guia para uma ação pedagógica em espaço não-formal, Considerações finais, Referências…

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Zine Reboco Caído 66

Enfim, o capitalismo é por si só um sistema de aprisionamento mental e física e as prisões de ferros e concretos foram construídas para aprisionar todos nós. Se você nunca foi preso, é porque você está domesticado, docilizado e condicionado pelo consumismo, porque você provavelmente tem algum objeto de consumo e algum status social para ostentar, porque você consegue exibir para a sociedade e para as autoridades que não passa de mais um pacato cidadão, um colaborador honesto, um bom pagador pontual de empréstimos,
dividas e impostos, você não faz greve, você não tem coragem nem de roubar uma caneta do seu trabalho ou um chiclete do supermercado, você não tem empatia e solidariedade com a luta dos oprimidxs, você não se organiza e não se envolve com movimento social, não usa drogas, ou seja, você não representa perigo para o sistema, pelo contrário, você é uma peça fundamental para a manutenção e funcionalidade do capitalismo, você é um animal totalmente domesticado e condenado a morrer sobre a hipnose do consumismo. Obedecer cegamente o algoz é seu dever de cidadão de bem, você é um escravo que ama seu senhor.

*Zine idealizado pelo Fabio da Silva Barbosa, 12 paginas, tamanho A5, com feita por nois (publika), textos e poesias sobre quebrada, sensações, novo ano-velhas lutas, nascido em 1971, vapor, A linda e tradicional Família, Quando Vamos Falar Sobre a Violência Contra as Mulheres no Underground?, + quadrinho, + entrevista com banda…

Editora Merda na Mão

Marginal Zine 2

é de conhecimento geral, que desde que nascemos, trazemos conosco varias crenças, geralmente influenciadas por família e nação, consequentemente essas crenças trazem consigo um certa “moral” um conjunto de ideias sobre o que ser certo e errado, o que poder ou não fazer, e o preço a ser pagado por isso acaba por virando as algemas para que não cometa tais erros e pecados.

Todo esse paradigma de certo e errado acaba por sendo afrontado e corrompido em meios libertários, tendo em vista que não existe uma verdade absoluta, nem uma certeza absoluta, são tudo questões de convicções, o certo e errado de uma pessoa, pode não ser de outra, e a moral cri$tã trás consigo essa dita verdade absoluta, um conjunto de regras para que vivamos presos e amedrontados de não seguir o que eles querem.

O que fazer e o que não fazer, o que vestir e o que não vestir, todo o machismo ao redor, todo o conservadorismo ao redor, toda a chantagem para te forçar a seguir um falsa moral, como individuo Punk sempre estou a tentar romper com tudo isso, negar deu$ é negar as regras cri$tãs, é negar ter a vida comandada por qualquer ser ou divindade, é negação da falsa moral, é mais um passo para a liberdade…

*Punkzine, 12 paginas, tamanho (?), textos sobre moral, liberdade, sem deu$, ateísmo, letras, punk, desenhos, colagens…

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INSURRECCIONALISTAS NUM 4

Lá fora a noite é estrelada e quente.
Na rua, a vida ferve ainda, nos bares com intensidade…
imbecis de popularidade fácil, saudam-me…

No meu canto, enfim, agitado, a rua, com mil idéias, com mil impressões e dúvidas e profundamente considero, tenho tão estranhos monólogos mentais, que quase que me alucinam…
Uma postura radikal/konta-kultural de todo dia e todo lugar, uma vivência intensa, não só de points e gigs… resistência e ruptura ao marasmo e comodismo e as pessoas ditas “punks” que apenas deturpam o punk (e o faça você mesmo) com suas modinhas, culto a bandas e seus visus comprados…

Em torno nas sombras, uma claridade velada, penumbrada, quase morta.
Estética Punk que extrai da androginia, do lixo e da desesperança a sua linguagem, que transforma o corpo em arte, mas não em arte burguesa…
Resto que se destaca na paisagem, com seus trajes “incomuns”, muitas vezes sujos e desgastados, numa fantasmagoria de seres mortos/vivos, invadindo todos os cantos da cidade com seus modos rudes e sarcasmos…

Ah! por que será que na hora dos estrangulamentos supremos, quando a Dor nos alanceia e torna velhos, os objetos têm todos, para nós, uma feição singularmente diversa da que têm sempre – ou sinistra, ou agressiva, ou piedosa?
Por que será que nas longas noites de desolação, quando uma ventania de desesperos sopra por trompas do nosso peito, todas as coisas desfalecem aos nossos olhos, as perspectivas se anulam, os astros se apagam e a própria luz, uma claridade velada, penumbrada, quase morta que antes apunhala e dói do que ilumina!?
Uma experiência de todo dia, de fazer da privacidade do ambiente doméstico o ponto de partida da política e de com isto, deslocar a política e a arte de ser um lugar privilegiado…
Radicalismo punk que busca sobreviver numa sociedade injusta e desigual e por isso não aceitaremos calados essa realidade.

O coração cerra-se-nos de uma névoa triste, e, como um solitário monge, põe-se a balbuciar, não sei para que mundos distantes, reflexões indefinidas, eternas e nostálgicas, de um nebuloso sentimentalismo, que estão no fundo de todos os seres, fluidos íntimos, que vão para o desconhecido; inefáveis de que estão cheios e que, nos lancinantes momentos em que se desmorona o Ideal, desconecido e que só o pensamento logrou conhecer…
Resistência que busca interagir os meios de sobrevivência de uma forma autônoma e prazerosa…
Ruptura com os comodismos consumistas que comercializam/massificam a cultu Punk como um mero adereço/produto…
Radicalismo que prima pela troca de Punk pra Punk, por afinidades e não por mera aglomeração de corpos…
Resistência aos massacres cotidianos de toda essa merda social/cultural e as mazelas da subvida…
Ruptura e pessimismo a toda (a)culturalização imbecil que nos é empurrada todos os dias…

…tecla sombria que vibra no nosso organismo em certas horas, qual é a corda que pulsa, quais os nervos que se agitam!
Por uma impressionabilidade indizível, por um toque no orgulho, por uma mancha na Arte, lá fica uma cabeça doente, sob a febre das nevroses, sentindo ebulir o sangue em chama e sentindo até que o cronômetro regular do pulso alterou a marcha das vibrações…
Criar os próprios meios e relações de vivência, a margem, desdenhando e renegando a sociedade e suas manifestações superficiais, valores fúteis, prejudiciais ao desenvolvimento de uma personalidade autentica…
Contestação e questionamentos a toda ordem vigente que cria seres desprovidos de porquês e que engolem respostas pré-fabricadas pela corja social…
Desconstruir a inercia, passada de geração para geração, a padronização, sua moda, suas crenças debeis, sua rotina de ilusões…

Tudo o que nos vem às idéias são princípios de demolição, de destruição, armados das rijas couraças e das agudas lanças da sua inevitabilidade.
O mundo surge-nos logo como uma formidável floresta dos tempos primitivos e só tremendos animais de uma colossal corpulência urram e bufam sanguinolentos.
E a Noite, que verte fel no espírito, arrebatando-o não sei para que inferno de agitações, não sei para que…
já a indiferença humana calcou a pés, ou a ruidosa, multidão dos bares desdenhosamente cuspiu em cima…
Negação da limitação em vangloriar-se de sua limitação na imensidão do mundo…
De margem, porque procuramos nos abster dos padrões/preconceitos que se criaram na sociedade (e que a regem): a homofobia/LGBT+Fobia, regionalismo, nacionalismo, machismo, possessividade, autoritarismo, o moralismo e o puritanismo cristão, políticas (centralizadas/hierarquicas) e partidarismos.

E, nessas batalhas, batalhas vivas, acres, onde o coração está eternamente a sangrar, a sangrar; nesses rudes combates, a carne é o menos que fica ferido, os músculos são o menos que se perde, os nervos, o menos que se atrofia.
O que se perde de todo é a alta penetração da vida, do mundo, para terrivelmente se adquirir uma doença amarga, aguda e dilacerante que se constitui das frias e torturosas análises…
Punk radikal como continua ruptura, um espasmo de anti-arte, um choque ao já esperado… seres que optam através de distintas linguagens expressar o que sentem diante de uma vida pronta, morta e acabada!!!

*zine no formato A4 pdf e A5 na versão impressa, 24 paginas, textos sobre: reflexões cotidianas, individualidades, visões, pensamentos, Sem Vida, anti-sociedade, Destrua, Não Reproduza, aculturação, pensamentos punks, sobrevivendo a humanidade, O Kaos em Mim…

Insurreccionalistas Distro

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(Re) invenção do AnarcoFeminismo: AnarcoFeministas na cena Punk (1990-2012) (tese PDF)

…o questionamento a categoria homem é de certa forma uma critica ao binarismo de gênero e a compreensão de que a masculinidade se expressa de varias maneiras; um reconhecimento de que o sistema heterossexista binário não contempla as existências punks.
…a elaboração de uma identidade punk ou nesse caso anarcopunk, passa pela critica a construção estética, ao corpo e seus usos e representações, a formação de uma identidade que passa pela contestação daquilo que é estabelecido como “norma”. Na construção de uma nova masculinidade, que não seja aquela do “brucutu” como dito no zine, os homens se apropriam do queer e afirmam que também são oprimidos pelo sistema de gênero e por essa masculinidade. Apesar disso, o local de privilégio de suas falas é pouco questionado. De certa forma, se constrói uma masculinidade punk sem se incorporar a retórica feminista e compreender as hierarquias de gênero.

Os jacos dos quais falávamos antes, em geral, são criados com pelo menos um patche. Escolhi falar do jaco, pois ele permite uma análise de gênero que se dá em relação com os objetos e permite perceber algumas especifidades do anarcofeminismo ligado a cena anarcopunk. São elementos da indumentária punk que permanecem desde sua invenção e é amplamente utilizado por punks de todas as vertentes e de todas as expressões de gênero. Os jacos, como já citado anteriormente, podem ser considerados responsáveis por criar uma corporalidade dura, firme, e também ajudam a compor um visual andrógino. Essa corporalidade, que em muitos momentos históricos foi atrelada ao que é masculino, dado que a moda feminina foi pensada para reforçar a ideia de mulheres delicadas e “leves” permite então perceber a construção de uma pretensa igualdade em termos corporais na cena punk, reforçada pela androginia principalmente nos anos 1980, conforme veremos adiante. Portanto, a construção de uma corporalidade andrógina também é possível graças as vestimentas. Em muitos momentos, o apagamento do gênero, de suas relações e expressões também acontece por uma suplantação do que chamamos individuo punk. Este individuo não é homem, nem mulher, cis ou trans, é punk, algo entre o não binário e a androgenia radical. Todavia, essa postura não deixa de gerar conflitos e não representa a totalidade. Veremos que ao longo das décadas são estabelecidas diversas relações com vestimentas e demarcações identitárias, e um dos conflitos que possibilita gerar o anarcofeminismo vêm desta demarcação representativa, pois afinal, nem só de jacos se faz um visual.

A maquiagem das mulheres punks é entendida aqui como uma paródia, no sentido apresentado por Giorgio Agambem (2007, p.33-42).
Os elementos da maquiagem são deslocados de seu objetivo inicial, que seria torná-las mais belas, e passam a ser exagerados, borrados, ressaltando outras características. São escuros para mostrar a dor e o sofrimento, diferente da tendência do colorido que propunha a moda da época. A maquiagem para mulheres punks não ocupa, portanto, o lugar da feminilização da dita “valorização do corpo feminino”; ela foi deslocada para causar desconforto a quem observasse, causando riso, ódio e/ou repulsa. Este é objetivo mesmo dessa paródia. A paródia e a profanação são dois elementos utilizados para desativar diversos dispositivos de poder e dispositivos reguladores dos corpos, para chocar e trazer reflexão.

Devemos lembrar que é necessário conferir importância a algo para representá-lo. O desenho acima questiona a masculinidade atrelada a ideia de um homem punk, que seria composta por uma vestimenta mais parecida com aquelas dos anos 1980 e 1990. Nesse caso, mesmo que um homem de saia não fosse novidade na cena punk, a representação dele é. Essa imagem não seria possível sem o questionamento das masculinidades no interior da cena, e sem os questionamentos trazidos pelas anarcofeministas na década anterior. Tal representação nesse momento histórico indica algo sobre a visibilidade de outras masculinidades e o questionamento da hegemonia de um “ideal punk” de vestimenta e existência.
A ideia de chocar pelo visual esteve sempre presente no (anarco)punk em contextos relacionados com a vida em centros urbanos, onde as imagens que as pessoas passam de si através da indumentária tem uma importância significativa. O visual também é importante para delimitar os de dentro e os de fora, e as mudanças feitas nele ao longo do tempo nos permitem refletir sobre o que chocava, ou não, dentro do próprio punk. Questões como feminismo e sexualidade, conforme falamos no capitulo 2 e continuaremos a debater no capitulo 4, por mais que fossem um discurso, influenciavam discussões e novas práticas no interior da cena. Podemos pensar se um visual como o apresentado acima não chocaria também os punks de outros períodos. Essa é uma questão para pontuar como as mudanças estéticas se dão no tempo, acompanham mudanças identitárias e o questionamento da própria “identidade”, como veremos no capitulo 4.
A androginia na década de 1980 implicava em esconder o corpo em roupas que não permitissem ver o que se era, e assim acabava por invisibilizar identidades que não fossem a pressuposta e universal “homens”. Na imagem acime é possível perceber alguns deslocamentos dessa androginia, que agora coloca em suspenso a definição mesma do que é “ser homem” e o que é “ser mulher”. Isso é possível por todos os debates travados desde a década de 1990, cuja demarcação da diferença dentro da cena foi colocada mais intensamente, em especial, pelas feministas. Após todas as pertubações estéticas geradas pela ideia de androginia anteriormente, o questionamento as representações identitárias passa a ser mais intenso desde a década de 1990, encontrando nos anos 2000 uma multiplicidade ainda maior de marcadores da diferença nessas representações.

Há uma grande resistência a nomeação e a definição. Não nomear a opressão pode ser uma escolha arriscada, tanto como não nomear o tipo de emancipação que se quer; no entanto, nos é provocada a reflexão acerca dessas vidas não nomeáveis e que revindicam isso para si. A ideia de emancipação feminina discutida por anarco feministas, já que, como vimos antes, estas ainda se utilizam da categoria mulheres para definir que sofrem opressões especificas. Mesmo que anarcofeministas e queerpunks visem destruir o sistema binário e heterossexista, muitas de suas práticas divergem.
…Interessante aqui notar como essa prática não parece conflituosa para anarcofeministas, que indicam que espaços de desconstrução do gênero, ou a luta pelo fim do binarismo, podem conviver com práticas exclusivas para mulheres, dado que a situação de violência de gênero, sobretudo, as atinge.
A critica das anarcafeministas com a falta de preocupação do queer com a materialidade da opressão, neste caso, da violência contras as mulheres e a necessidade que estas tem de defender-se da violência que é especifica de gênero. Pra elas, essas violências teriam seus desdobramentos em outras violências como, por exemplo, a homofobia, fazendo com que problemas e conflitos pontuais como esses criasse mas desconfiança entre os grupos. Entretanto, a cena anarcopunk se propõe a ser esse espaço de conflito, onde grupos opostos muitas vezes convivem, mas nem sempre atuam juntos.

“Acredito na destruição dos papeis de gênero, da heteronormatividade, e do binarismo sexual, porém, eles existem, e existirão até que possamos compreendê-los e desconstruí-los”
zine Punx Desconstruindo o Sexismo

Tese submetida ao Programa de pós graduação em história da univer$idade de $anta catarina…
Gabriela Miranda Marques
PDF 278 paginas.

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https://www.4shared.com/office/zLma1tAbea/Re__inveno_do_anarcofeminismo_.html

O Que é Gênero?

https://kolektiva.media/w/mQ1fhNMykiUYqc5sdnZSoJ
https://kolektiva.media/videos/watch/e94aba07-5e80-43b0-88f6-6a5e8b51880b

O gênero é uma das narrativas mais fundamentais que o ser humano criou.

É uma história sobre cada um de nós que começa a ser contada antes mesmo de nascermos. Ela se cruza com outros aspectos de nossa experiência pessoal e posição social para moldar as oportunidades que teremos e os abusos que sofreremos.

O gênero é um meio para a sociedade categorizar as pessoas ao longo de um binário masculino e feminino – categorias que não deixam espaço para as complexidades e nuances de cada ume de nós.

Para anarquistas, a ruptura e a reforma do gênero está intimamente ligada às nossas lutas contra o poder ilegítimo.

A luta para recuperar o relato de sua própria história de gênero será uma luta que pode durar toda a sua vida. Não faça isso sozinhe.

Zine Lesma (Textos, Putoesias e entrevistas…) N°0 ao N°10

Clique na capa para ler online ou baixar/descargar:
0 Entrevista: Fabricio Bi
1 Entrevista: Renato Maia
2 Entrevista: Lux Alt
3 Entrevista: Tubarão (Gutemberg F. Loki)
4 Entrevista: Valdecir
5 Entrevista: Kleber Felix
6 Entrevista: Rizutti
8 Entrevista: Ubirathan
9 Entrevista: Kalango
10 Entrevista: Marina Knup

CONSENSO OU IMPOSIÇÃO?
Na imensidão do átomo;
No mais longe de todas as galáxias;
Na consciência das entranhas da grande
tecnologia;
Não importa o tamanho da vírgula…
Nem a altura, largura ou capacidade da
interrogação;
Não importa se é flor… Grande ou
pequena;
Não importa se é resta… Migalhas;
Não importa se é ser ou ter;
Não importa o que você pensa;
Não importa o deus que você acredita;
Não importa a rua que você mora;
Não importa a poesia que tu escreves;
Não importa…
Opus Pharma
Big Farmáfia
(Nauá – apenas reflita)

Futuro Cemitério – Fábio da Silva Barbosa (livro)

Um futuro distópico onde as pessoas não precisam fazer escolhas, sentir, pensar. Um sistema que, sob o pretexto de proteger seus cidadãos de bem, matem todos trancados e distantes, sem se relacionarem. Não correm riscos. As ruas servem apenas para transportar os cidadãos até o trabalho e depois de volta para casa. Tudo está envolto em um discurso que parece fazer todo
sentido. Quanto mais controlador este sistema se torna, mais as pessoas devem se sentir protegidas. A indústria farmacêutica e a tecnologia são usadas como ferramentas para garantir este controle. A escravidão voluntária é seguida pelos cidadãos que se orgulham em fazer parte destas nefastas engrenagens. Abrir mão de viver para se enquadrar no modo tido como correto, sem pecado, com segurança. Um cemitério confortável para se passar o tempo chamado de vida.
Recursos naturais, como a água, já estão se esgotando e são de propriedade de poucos privilegiados. Mas existem os que não se conformam ou acreditam com tanta facilidade. Sempre há a resistência. Guerrilheiros do submundo que não aceitam viver em uma sociedade prisão.
Pessoas que precisam da verdadeira liberdade, de vida. Sempre existirão caminhos para fugir da vigilância opressora que se utiliza de diversas desculpas para padronizar e punir, não permitindo construções de novos olhares e possibilidades. Um livro que serve como alerta contra líderes, salvadores, homens de bem e soluções fáceis para a complexidade humana. Serve também como semeador de certas ideiazinhas.
Por enquanto acho que está bom. Não gosto muito de explicar o que está aí. Um livro é para ser lido, não explicado. É só ir virando a página e viajar.
Abra a mente e não bloqueie novas perspectivas.
O autor.

“O futuro dominado pela indústria farmacêutica e tecnológica em um planeta devastado. Um grande esquema onde a única a liberdade que existe é para produzir, transformando todos em engrenagens de um sistema perverso e controlador. Homens produzindo máquinas que controlam homens. Homens transformados em máquinas. Figuras obscuras se comunicando através de hologramas, dizendo como sentir e pensar. O Salvador do Bem insuflando a síndrome do arrebanhamento. Ruas que servem apenas para ir e voltar do trabalho. Todos trancados para se sentirem seguros. Mas a esperança reside no submundo, nos subterrâneos. Uma esperança que resiste a toda opressão e massacre.
Futuro do presente? Uma das muitas possibilidades ao seguirmos certos caminhos? Pura viagem futurista distópica? Visões apocalípticas?”

PDF:
http://doccdn.simplesite.com/d/0c/03/282319410170495756/795a5178-257c-43e5-81d2-645d7f441c8a/Futuro+Cemitrio.pdf

Contato
Fabio da Silva Barbosa
fsb1975@yahoo.com.br

Silhueta Art Zine – poezine

Quando amanhecer
Pode me esquecer,
Novamente, aos poucos
Sairei enfumaçando a rua
Outrora desconhecida
A meu olhar alambicado.
Flutuarei pela copa das árvores
numa ambição vaga de nuvem,
Que a serpente vento
Tão logo desmantelará em
Pragas e outras coisas
Jogadas a esmo sob os pobres
Visitantes deste templo
Abstrato onde finco as raízes…
Subirei suas escadas e
Mais outras escadas
Largando-me, ao poucos
Em cada degrau
Desta curta esperança
Colocada entre
O parto e o funeral

*Poezine, 12 paginas, tamanho A6, desenhos e poesias sobre: encontros, entardecer, olhares, partida, desejos, silêncio, vida, ausência, lua, céu, sol, sonho, armadilha, amantes, primavera, contrações, amanhecer…

Download/descargar/baixar:
https://www.4shared.com/office/KFDXQS1tiq/Silhueta_Art_Zine.html

NigraKoroDistro | Livraria Independente

duque de bosta caxias, rj, Brazil publikamarginal@riseup.net ---------------------- ANTI-PRODUTO ...ao ouvir as palavras, faça você mesmo...sem fins lucrativos... me vem a cabeça difusão de trocas.... livres de valores e o conceito de produto.... o objetivo é a troca de informações, expansão de ideias, os materiais circulando e nunca o lucro.... não obtendo lucro em cima de produções culturais subversivas e marginais, que na maioria das vezes tem custos baixíssimos e são vendidas as vezes pelo triplo do custo.... as vezes é necessário algum retorno pra manter os materiais ativos... mas não se gira tudo em cima do dinheiro... outros materiais, incentivos, reconhecimentos... podem ajudar a manter a produção ativa, mesmo que em pequenas quantidades e contando que se tem o prazer de produzi-las... e as pessoas que recebem os materiais podem ajudar na difusão dos mesmos... seja reproduzindo-os, por inteiro ou parcialmente, ou comentando deles com outros..... *...interessados em algum material somente comentado aqui(restrito), entrem em contato.... somente trocas (sem valores ou quantidade) e mediante troca de ideia...

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A Inimiga da Rainha

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Ⓐ ShitPunks Outlaw's Ⓐ

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Universo Lilia Guerra

Crônicas, contos, novelas. Palavras.

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Lazos Punks

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Edições Tormenta

Editora Anarquista

Resista! Observatório de resistências plurais

Combatendo a distorção e divulgação de notícias e conceitos falsos; Ocupando as redes sociais e denunciando moralistas e interesseiros de ocasião; Dialogando e formando amigos e conhecidos seduzidos por soluções autoritárias; Colaborando com ações e propostas conscientizadoras sobre as liberdades civis; Frequentando e defendendo os espaços plurais de produção, difusão e compartilhamento de saberes, conhecimentos e artes. RESISTA!

Alvorada do Nada

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UNA PLAGA DE SALVAJES

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NIHIL PUNK ATTACK

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Nube Negra Distro

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Meiotexto

Textos inacabados sobre assuntos diversos, sem bases confiáveis ou às vezes nexo...

Publikações Marginais

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CILEP-CARA

Centro de Investigações Libertárias para a Emancipação Proletária